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Fala Imobi

Como participar de leilão de imóveis sem prejuízo: agenda de 4 a 10 de outubro

Mais de 300 ofertas de Santander, Itaú e Bradesco; veja calendário, cuidados e modalidades oficiais de compra

Por Kaio Henrique · Publicado em · 4 min de leitura

Leilões de imóveis movimentam a semana com mais de 300 ofertas de Santander, Itaú e Bradesco, segundo a Exame. O guia traz a agenda completa, os cuidados essenciais e as modalidades oficiais de compra (licitação/leilão e venda direta). A taxa média de financiamento imobiliário de 11,28% a.a. (Banco Central, ago/2026) ajuda a comparar a parcela do lance.

ofertas na semana
mais de 300
Exame, 4 a 10 de outubro
taxa média de juros do financiamento imobiliário
11,28% a.a.
Banco Central, agosto 2026
parcela para R$ 300 mil financiados em 360 meses a 11,28% a.a.
R$ 2.797,21
Fala Imobi (simulação), agosto 2026
desconto na venda direta de imóveis da União
até 25%
Portal de Imóveis da União, sem data
comissão do leiloeiro em leilões do Bradesco e Santander
5%
Exame, outubro

Agenda da semana: leilões de 4 a 10 de outubro

A semana concentra leilões dos bancos Santander, Itaú e Bradesco em plataformas como Mega Leilões, Zuk, Superbid, Biasi, Pestana e Freitas. O maior volume é na terça-feira (6), quando o Santander oferece mais de 200 imóveis.

Na segunda (5), o Itaú tem encerramentos a partir das 14h na Zuk. Destaques: casa em Guaíba (RS) por R$ 94.662,39 (2ª praça) e apartamento na Vila Andrade (SP) por R$ 388.904,64.

Terça (6), às 10h, o leilão do Santander aparece em várias plataformas. Há imóveis com financiamento de até 420 meses e possibilidade de uso do FGTS. Exemplos: casa em Rio Largo (AL) por R$ 33.696 e imóveis em São Gonçalo (RJ) e Armação dos Búzios (RJ).

Quarta (7), o Bradesco realiza dois leilões. Na Zuk, a partir das 11h, área rural em Várzea da Palma (MG) por R$ 1,5 milhão. Na Mega Leilões, às 15h, apartamento de 154 m² em Cuiabá (MT) com lance mínimo de R$ 934.100,05 (1ª praça) e R$ 553.465,38 na 2ª praça (sexta-feira).

Quinta (8) tem uma das agendas mais cheias da semana. Itaú na Zuk (11h) tem casa em Goiânia por R$ 562.934,54. Bradesco na Freitas (13h) reúne 20 imóveis em Amazonas, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso, Paraná e Rio de Janeiro. Mega Leilões (14h) oferta casa em Trindade (GO) por R$ 284 mil.

Sexta (9), a Pestana abre às 9h30 com 14 lotes do Bradesco, incluindo apartamento em Araras (SP) por R$ 120 mil. Às 11h, a Zuk faz a 2ª praça do Bradesco – imóvel em Campo Grande (MS) cai de R$ 350.247,03 para R$ 167.805,66. Às 15h, Mega Leilões retoma 9 imóveis do Bradesco e 15 do Itaú, com apartamento de 58 m² em Salvador por R$ 459.712,99.

Como participar de leilões de imóveis

O primeiro passo é fazer cadastro na plataforma responsável pelo leilão. Os editais podem exigir documentos de identificação antes de liberar os lances.

Depois, é preciso pedir habilitação para o lote desejado. Cada leilão tem regras próprias: no Bradesco, imóveis ocupados podem exigir que o comprador arque com a desocupação.

As condições financeiras variam. No Bradesco, há comissão de 5% ao leiloeiro, desconto de 10% para pagamento à vista e parcelamento em até 48 meses. No Santander, a comissão também é de 5% e o maior lance não garante a compra – a venda depende de aprovação do vendedor.

Sete cuidados antes de dar um lance

1. Leia o edital inteiro. Todas as obrigações estão ali.

2. Descubra quais dívidas acompanham o imóvel (IPTU, condomínio, tributos).

3. Avalie a situação jurídica e a regularização da matrícula.

4. Não escolha apenas pelo maior desconto. Verifique o estado do imóvel.

5. Calcule o custo total: lance + comissão + ITBI + escritura + registro + despesas pendentes.

6. Analise a liquidez: será fácil vender o imóvel depois?

7. Evite contar com lucro rápido. Leilão exige paciência e capital para custos inesperados.

Verifique também se o imóvel aceita financiamento ou FGTS. No Santander, o FGTS é permitido em imóveis elegíveis e desocupados. Nos leilões do Bradesco analisados pela Exame, o edital não permite FGTS, consórcios ou cartas de crédito, e o financiamento só vale para residenciais desocupados e sem restrição documental.

Modalidades oficiais de compra: licitação/leilão e venda direta

O Portal de Imóveis da União (imoveis.economia.gov.br) oferece duas modalidades para adquirir bens públicos.

Licitação/Leilão: prevista na Lei 14.133/21, qualquer interessado pode fazer ofertas, desde que atenda aos requisitos do edital. Empresas públicas regidas pela Lei 13.303/16 também podem participar.

Venda Direta: imóveis com desconto de até 25% para compra imediata. Quem faz a primeira oferta tem o direito à aquisição. A plataforma também permite registrar propostas para imóveis não sujeitos ao regime enfitêutico.

Compare a parcela do lance com o financiamento imobiliário

A taxa média de juros do financiamento imobiliário para pessoa física foi de 11,28% a.a. em agosto de 2026, segundo o Banco Central. Isso permite simular o peso da parcela no orçamento de quem pretende financiar o lance.

Para um imóvel arrematado por R$ 300 mil, a parcela mensal (tabela Price, 360 meses) seria de R$ 2.797,21. Se o financiamento fosse contratado com taxa de mercado (14,24% a.a.), a parcela subiria para R$ 3.409,64 – uma diferença de R$ 687,89 por mês.

Essa comparação ajuda a avaliar se o investimento é viável: o aluguel potencial do imóvel cobre a parcela? A diferença entre taxas reguladas e de mercado mostra a importância de buscar linhas com juros menores.

O que muda para quem vende e para quem investe

Para corretores: o guia permite orientar clientes sobre oportunidades reais de leilão, alertando sobre custos ocultos como comissão de 5% e ITBI, e usando a simulação de financiamento para mostrar a viabilidade do lance. Para investidores: no leilão do Bradesco, a página do evento informa valores até 63% menores na segunda praça, mas exigem análise de documentação e desocupação; a parcela financiada a 11,28% a.a. deve ser comparada ao potencial de aluguel para avaliar retorno.

Perguntas frequentes

Posso usar FGTS para comprar imóvel em leilão?

Depende do edital. No leilão do Santander, é permitido em imóveis elegíveis e desocupados. Já nos leilões do Bradesco analisados pela Exame, o edital não permite FGTS, consórcios ou cartas de crédito. Sempre confira no edital.

Qual a diferença entre primeira e segunda praça?

Na segunda praça, o preço mínimo é reduzido. No leilão do Bradesco, a redução pode chegar a 63%, segundo a Exame. Por exemplo, um apartamento em Cuiabá caiu de R$ 934.100,05 na primeira para R$ 553.465,38 na segunda.

O que é venda direta de imóveis da União?

É uma modalidade em que imóveis da União são ofertados com desconto de até 25% para compra imediata. Quem faz a primeira oferta tem o direito à compra, conforme o Portal de Imóveis da União.

Como calcular o custo total de um lance?

Some o valor do lance, a comissão do leiloeiro (nos leilões analisados, 5%), o ITBI, custos de escritura e registro, e eventuais dívidas de IPTU, condomínio ou desocupação. Leia o edital para saber quais despesas são de responsabilidade do comprador.

Fontes

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