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Quais FIIs pagam dividendos entre 13 e 16 de outubro e como fica a renda com Selic a 13,75%?

Semana concentra 180 pagamentos; RBIR11 e PNPR11 lideram dividend yield, mas retorno precisa ser comparado com juro real e IPCA de 4,58%

Por Kaio Henrique · Publicado em · 2 min de leitura

Entre 13 e 16 de outubro de 2026, há 180 pagamentos de dividendos de FIIs, com destaque para MXRF11, BRCO11, KNCR11, HGLG11, TRXF11 e VISC11. Os maiores dividend yields informados são RBIR11 (3,31%) e PNPR11 (2,79%), segundo a Suno Notícias. A Selic está em 13,75% a.a. e o IPCA acumula 4,58% em 12 meses até setembro.

pagamentos de dividendos de FIIs na semana
180
Suno Notícias, 13/10/2026
maior dividend yield da semana (RBIR11)
3,31%
Suno Notícias, 13/10/2026
taxa Selic vigente desde 17/09/2026
13,75% a.a.
Banco Central do Brasil, 17/09/2026
IPCA acumulado em 12 meses até setembro de 2026
4,58%
IBGE, setembro de 2026

Calendário: quem paga e quando

A semana de 13 a 16 de outubro de 2026 tem 180 pagamentos de dividendos de FIIs, com concentração na quinta-feira (15), quando estão previstos mais de 140 pagamentos, segundo a Suno Notícias.

Entre os fundos com pagamento no período estão MXRF11 (R$ 0,10 por cota), BRCO11 (R$ 0,91), KNCR11 (R$ 1,13), HGLG11 (R$ 1,17), TRXF11 (R$ 0,93) e VISC11 (R$ 0,84), conforme dados do Clube FII publicados pelo Bora Investir.

As datas-base vão de 30 de setembro a 8 de outubro. Quem comprou cotas após o fechamento do pregão na data de corte de cada fundo não recebe os proventos anunciados.

Os maiores dividend yields da semana

O RBIR11 informou dividend yield de 3,31%, com distribuição de R$ 2,42049 por cota. O PNPR11 vem em seguida, com DY de 2,79% e R$ 1,3096 por cota, de acordo com a Suno Notícias.

Também aparecem na lista REIT11 (1,80% e R$ 1,10/cota), URHF11 (1,77% e R$ 0,97/cota) e SMRE11 (1,76% e R$ 1,0005/cota).

Dividend yield elevado não significa retorno garantido. O indicador reflete a relação entre o provento anunciado e a cotação usada no cálculo, e pode variar conforme o preço da cota muda.

FIIs versus renda fixa e inflação

Com a Selic em 13,75% a.a. desde setembro de 2026 (Banco Central), a renda fixa é a referência de retorno nominal. O IPCA de 4,58% em 12 meses até setembro (IBGE) corrói parte desse ganho.

O juro real — diferença entre Selic e inflação — está na casa de 9,17 pontos percentuais. Um FII precisa sustentar distribuições recorrentes para competir com o carrego da renda fixa, e o risco é maior.

FIIs de papel, como os que investem em Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), tendem a se beneficiar de juros altos, mas carregam risco de crédito. Fundos de tijolo dependem mais da ocupação e da valorização dos imóveis.

O que muda para quem vende e para quem investe

Para quem investe: os dividendos desta semana já têm data-base passada — comprar agora não dá direito aos proventos. O investidor deve comparar o dividend yield com o retorno real da renda fixa (Selic menos IPCA) e avaliar se o prêmio de risco do FII compensa a volatilidade. Fundos com DY muito acima da média podem indicar cotação deprimida ou distribuição pontual, não recorrência. A isenção de Imposto de Renda para pessoa física é uma vantagem, mas não substitui a análise da qualidade da carteira e da capacidade de gerar caixa ao longo do tempo.

Perguntas frequentes

Ainda dá tempo de comprar FIIs para receber os dividendos desta semana?

Não. As datas-base dos fundos que pagam entre 13 e 16 de outubro já passaram (de 30/09 a 08/10). Só recebe quem tinha as cotas até o fechamento do pregão na data de corte.

Dividend yield de 3,31% é melhor que a Selic?

O dividend yield é um indicador pontual, não uma taxa anual garantida. A Selic de 13,75% a.a. entrega retorno previsível e sem risco de mercado. Para comparar, é preciso anualizar o DY e considerar a recorrência dos proventos e a oscilação da cota.

Fontes

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