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El Niño ameaça cronograma de obras e pressiona custo da entrega

Alerta do SindusCon-SP aponta paralisações em atividades a céu aberto; comprador deve monitorar juros e inflação para dimensionar impacto financeiro

Por Kaio Henrique · Publicado em · 2 min de leitura

O SindusCon-SP alerta que a imprevisibilidade climática do El Niño pode interromper obras a céu aberto, afetando prazos e custos. Para o comprador, o custo de esperar é real: os juros médios do financiamento estão em 11,30% a.a. (julho/2026) e o IPCA em 4,22% (12 meses até agosto/2026).

Juros médios financiamento imobiliário (PF)
11,30% a.a.
Banco Central do Brasil, julho de 2026
IPCA acumulado em 12 meses
4,22%
IBGE, agosto de 2026
Taxa Selic
13,75% a.a.
Banco Central do Brasil, 17/09/2026

O que muda no canteiro com o El Niño

A chegada do El Niño pode aumentar a imprevisibilidade do clima em São Paulo, exigindo planejamento reforçado das construtoras. As atividades mais sensíveis são aquelas realizadas a céu aberto, como preparação de terreno, escavações e etapas de fundação.

Segundo Eduardo Zaidan, presidente executivo do SindusCon-SP, a interrupção ou reprogramação dessas atividades pode impactar o cronograma, a produtividade e os custos da obra. A segurança dos trabalhadores e do entorno é prioridade, o que pode forçar paralisações temporárias.

Francisco Vasconcellos Neto, vice-presidente de Meio Ambiente da entidade, destaca que a antecipação de atividades sensíveis com base em previsões meteorológicas é o principal cuidado para reduzir essas paralisações.

Estratégias para minimizar atrasos

As construtoras associadas ao SindusCon-SP já utilizam procedimentos padrão para variações climáticas, mas o El Niño exige maior capacidade de antecipação. O acompanhamento de alertas da Defesa Civil permite reorganizar o cronograma antes da chegada de condições adversas.

A construção industrializada surge como aliada. Zaidan explica que elementos como painéis de parede, estruturas metálicas e módulos podem ser produzidos fora do canteiro, reduzindo a exposição ao mau tempo. A instalação, porém, ainda depende das condições de segurança no local.

Medidas de segurança específica para ventos fortes também são acionadas, como reforço de telas de proteção e paralisação de gruas quando os sensores registram velocidades acima dos limites de segurança.

O que muda para quem vende e para quem investe

Para o comprador, um atraso na entrega significa pagar juros sobre o saldo devedor por mais tempo e lidar com a inflação nos custos indiretos. Com os juros médios de financiamento em 11,30% a.a. (BC, jul/2026) e o IPCA em 4,22% (IBGE, ago/2026), esperar mais tempo por um imóvel pode representar um custo financeiro significativo. Investidores devem avaliar se a construtora possui histórico de gestão de riscos climáticos e se utiliza métodos industriais para mitigar esses prazos.

Perguntas frequentes

O El Niño pode atrasar a entrega do meu imóvel na planta?

Sim. O SindusCon-SP alerta que a imprevisibilidade climática pode interromper atividades a céu aberto, como escavações e fundações, impactando o cronograma. A construção industrializada ajuda a mitigar, mas não elimina, o risco de atraso.

Como o clima afeta o custo da obra?

Paralisações podem reduzir a produtividade e elevar os custos finais do empreendimento. Eduardo Zaidan, do SindusCon-SP, afirma que a reprogramação de atividades pode gerar impactos no cronograma e nos custos da obra.

O que eu, como comprador, devo acompanhar?

Monitore as comunicações da construtora sobre replanejamento e acompanhe os indicadores financeiros. Os juros médios de financiamento estão em 11,30% a.a. (jul/2026) e o IPCA em 4,22% (ago/2026), valores que dimensionam o custo de esperar pela entrega.

Fontes

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