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Fala Imobi

IPCA de setembro deve acelerar e pode romper teto da meta; reajuste de aluguel e parcela do financiamento sob pressão

Expectativa de alta entre 0,70% e 0,82% no mês eleva o acumulado para perto de 4,50%, impactando contratos indexados e mantendo juros elevados, mostram simulações do Fala Imobi

Por Kaio Henrique · Publicado em · 2 min de leitura

O IPCA de setembro, que será divulgado nesta sexta-feira (8), deve ficar entre 0,70% e 0,82%, segundo economistas consultados pelo InfoMoney. Com isso, o acumulado em 12 meses pode atingir ou superar o teto da meta de 4,50%, saindo dos atuais 4,22% até agosto. Para contratos de aluguel indexados ao IPCA, o reajuste será maior; no financiamento, a taxa média de 11,28% ao ano mantém parcelas elevadas, conforme simulações do portal.

Projeção para o IPCA de setembro
0,70% a 0,82%
InfoMoney (consulta a economistas), 08/10/2026
IPCA acumulado em 12 meses até agosto
4,22%
IBGE, agosto de 2026
Teto da meta de inflação
4,50%
Conselho Monetário Nacional, 2026
Juros médios do financiamento imobiliário (pessoa física)
11,28% a.a.
Banco Central, agosto de 2026
Parcela para R$ 300 mil em 360 meses (tabela Price, 11,28% a.a.)
R$ 2.797,21
Simulação Fala Imobi, agosto de 2026

IPCA de setembro deve acelerar e chegar ao teto da meta

Depois de três meses de alívio, o IPCA de setembro deve mostrar forte aceleração. Projeções de economistas consultados pelo InfoMoney indicam alta entre 0,70% e 0,82% no mês, após variações de +0,16%, +0,07% e -0,32% entre junho e agosto.

O principal fator é o fim do bônus de Itaipu, que reduziu as contas de luz em agosto. Em setembro, a energia elétrica volta a pressionar, junto com alimentos in natura, combustíveis e passagens aéreas.

Com isso, o IPCA acumulado em 12 meses pode subir de 4,22% (agosto) para 4,50% (XP e ASA) ou até 4,58% (C6 Bank). A XP e o ASA projetam exatamente o teto da meta (4,50%), enquanto o Inter espera 4,32%.

A prévia IPCA-15 já havia antecipado esse movimento, com alta de 0,70% em setembro.

Reajuste do aluguel: contratos indexados ao IPCA terão correção maior

Contratos de aluguel que usam o IPCA acumulado em 12 meses como índice de reajuste anual terão correção maior se o indicador subir de 4,22% para próximo de 4,50% ou mais.

Para um contrato que venceria com base no IPCA de agosto (4,22%), a diferença pode representar um aumento no valor da locação. Se o índice fechar setembro em 4,58%, o reajuste será 0,36 ponto percentual maior do que o anterior.

Corretores devem orientar proprietários e inquilinos sobre a variação esperada e negociar cláusulas de reajuste com atenção ao índice do mês de aniversário.

Financiamento imobiliário: juros seguem elevados e parcela não cede

A taxa média de juros do financiamento imobiliário para pessoa física ficou em 11,28% ao ano em agosto, segundo o Banco Central. Com a Selic em 13,75% ao ano e a inflação resistente, o espaço para quedas expressivas é limitado.

Simulações do Fala Imobi mostram que, nessa taxa, um financiamento de R$ 300 mil em 360 meses pela tabela Price resulta em parcela de R$ 2.797,21. Para R$ 500 mil, a parcela sobe para R$ 4.662,02.

O cenário de IPCA próximo ao teto reforça a cautela do Banco Central na condução dos juros, o que mantém o custo do crédito imobiliário elevado. Enquanto a inflação não ceder de forma consistente, as parcelas não devem cair significativamente.

O que muda para quem vende e para quem investe

Para quem vende: o reajuste maior dos aluguéis pode pressionar a renda do inquilino, mas valoriza contratos com correção pelo IPCA. Para quem investe: o cenário de juros ainda altos mantém o custo do financiamento elevado, reduzindo a atratividade de compras alavancadas e favorecendo imóveis com boa rentabilidade de aluguel.

Perguntas frequentes

O IPCA de setembro já foi divulgado?

Não, a divulgação pelo IBGE ocorre nesta sexta-feira (8). As projeções de mercado indicam alta entre 0,70% e 0,82%.

Como o IPCA afeta o financiamento imobiliário?

O IPCA não corrige diretamente a parcela, mas influencia a taxa Selic e os juros de mercado. Com inflação alta, os juros tendem a permanecer elevados, encarecendo o crédito.

Fontes

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